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TI Verde: Tecnologia e Meio-Ambiente

Desde os adventos da Segunda Revolução Industrial, entre os séculos 19 e 20, houve um crescimento exponencial no desequilíbrio das  dimensões de sustentabilidade, colocando o pilar ecológico em segundo plano. No setor de TI, a problemática não é diferente, visto que há um alto consumo de energia elétrica e afins na produção de equipamentos, além de ainda se descartar dispositivos defeituosos ou obsoletos em locais não adequados, aumentando o impacto ambiental negativo.

            Visando a diminuição do papel do setor de tecnologia no contexto de agressão ambiental, tendo em vista que projeções já indicam que projetos desenvolvidos e viabilizados pelo TI serão responsáveis por um quinto das emissões de carbono em 10 anos, desenvolveu-se o conceito de TI Verde (do inglês “Green IT”), onde são discutidos e implementados conceitos e práticas que visam otimizar e até mesmo reduzir o uso de recursos naturais, a fim de contribuir para o desenvolvimento responsável da indústria, minimizando o impacto socioambiental e gerando crescimento econômico estrutural e na qualidade de vida global.

            O TI Verde tem três pilares básicos fundamentais que demonstram sua relevância pró-ambientalista: produção sustentável, gestão e administração sustentável e descarte sustentável. Os problemas ecológicos se iniciam na fabricação, desde a utilização cavalar de recursos como a água, onde muitas vezes tem-se  problemas de contaminação – seja de lagos, rios, solo ou mesmo o ar que respiramos, até a falta de cuidado acerca da embalagem e transporte. O gerenciamento sustentável traz um fator fundamental à evolução das boas práticas ambientais: o utilizador. O uso responsável dos meios tecnológicos também é passível de preocupação. Em 2008, um computador ligado por 5 horas diárias emitiu 250 kg de dióxido de carbono na atmosfera ao longo de um ano. O descarte sempre foi uma problemática na área de tecnologia, quando equipamentos deixam de funcionar e são direcionados a locais não preparados para estes, visto que os componentes eletrônicos contêm diversos elementos agressivos ao ambiente.

            A adoção desses pilares tem diversos efeitos positivos, como a redução de consumo de energia, emissão de carbono, custos com insumos, softwares e equipamentos; melhoria no desempenho de organização e valorização da empresa perante o mercado.

Em 2018, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, órgão da Organização das Nações Unidas, alertou o mundo para a necessidade de alterações rápidas e profundas na estrutura industrial global, a fim de evitar um cada vez mais provável colapso ambiental.

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O custo Brasil interfere nas vendas nacionais? Cresce o número de smartphones importados no país.

O brasileiro continua trocando os produtos comercializados oficialmente, no país, por produtos importados. A ação, impulsionada pelo custo Brasil na produção de eletrônicos, vale a pena?

            A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) registrou, na comparação entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, um aumento de 330% dos valores gastos em compras de eletrônicos importados, pela população brasileira. O valor teve um acréscimo expressivo, de US$ 20 milhões para US$ 66 milhões.  

            Os dispositivos, que normalmente não são vendidos oficialmente no Brasil, têm custo-benefício e tecnologias como atrativos para compra. Dentre as marcas mais conhecidas estão nomes como Xiaomi e Huawei. 

            Aparelhos como esses vêm sendo difundidos de modo massivo, apesar de sua importação não ser recomendada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), graças ao baixo custo quando comparados aos preços exorbitantes de aparelhos comercializados nacionalmente. Observe abaixo uma comparação rápida, entre um smartphone intermediário nacional e um intermediário importado:

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MODELOMotorola One ActionRedmi Note 7
PROCESSADORSamsung Exynos 7 Octa 9609Qualcomm Snapdragon 675
MEMÓRIA RAM4GB3/4GB
ARMAZENAMENTO INTERNO128GB32/64GB
SISTEMA OPERACIONALAndroid One 9 PieAndroid 9 Pie MIUI 10
PREÇOR$ 1.619 – 1.799R$ 899 – 1.247

            Na tabela de comparação, exibida anteriormente, estão dois modelos lançados recentemente, sendo o Motorola nacional e o Redmi um importado. Notamos que, por um preço consideravelmente menor, o importado oferece quase as mesmas especificações técnicas. Esse é um dos motivos para as vendas se popularizarem, tal processo se repete para diversos modelos.

            O custo Brasil em consonância com o baixo custo de importação tem alavancado o mercado dos “telefones” importados, especialmente os aparelhos chineses. Dado o cenário atual, de extinção das alíquotas de importação para bens de capital e informática, a importação soa cada vez mais interessante. Com a crescente de compras, a mídia tem feito resenhas, testes e tutoriais de como importar e manusear os aparelhos, facilitando ainda mais a utilização desses. Portanto, mesmo com os possíveis contratempos e contraindicações, a importação de celulares e eletrônicos, no geral, está sendo facilitada. Link, do TudoCelular, para uma das matérias da série “Como importar smartphones”: https://www.tudocelular.com/android/noticias/n120280/importar-smartphone-melhores-lojas-guia.html